Polícia

Loja de artigo religioso era usada para lavar dinheiro do tráfico em esquema de facção

Quatro empresas, incluindo estabelecimentos em Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo, foram identificadas como fachada para ocultar lucros do crime

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Uma das frentes da facção criminosa alvo da Operação Fruto Oculto atuava na lavagem de dinheiro utilizando empresas de fachada, entre elas uma loja de artigos religiosos que operava normalmente em Cuiabá. A investigação revelou que o grupo movimentou mais de R$ 50 milhões com o tráfico de drogas, utilizando estabelecimentos comerciais para ocultar a origem ilícita dos valores.

A investigação conduzida pela Delegacia de Paranaíta, com apoio de unidades especializadas, identificou quatro empresas utilizadas no esquema: duas localizadas em Cuiabá, uma em Várzea Grande e outra em São Paulo. Dessas, apenas a loja do ramo religioso seguia em funcionamento até esta sexta-feira (4), quando teve as atividades suspensas por decisão judicial. As demais já estavam desativadas, mas também tiveram as suspensões formalizadas.

Um dos alvos da operação é um suposto sócio da empresa registrada em São Paulo, residente no Amazonas. Ele teve mandado expedido e faz parte da lista de investigados no esquema.

Estrutura do grupo criminoso

As apurações começaram em 2024 a partir de denúncias de envolvimento da facção em tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de armas, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. As atividades do grupo envolviam uma rede estruturada, com divisão de tarefas e uso de “lojinhas” para a comercialização de drogas e disfarce de movimentações financeiras.

Em uma das fases da investigação, realizada em junho do ano passado, sete mandados de busca e apreensão já haviam sido cumpridos. Na ocasião, foram apreendidos entorpecentes como maconha, skunk, pasta base e cocaína, além de armas de fogo e munições de uso restrito. Duas pessoas foram presas.

Segundo a delegada Paula Moreira Barbosa, o foco da investigação foi atingir o núcleo financeiro da facção, estratégia considerada essencial para o enfraquecimento do grupo.

“Dessa forma, atacamos os braços financeiros do grupo criminoso, atingindo diretamente seus lucros e, consequentemente, enfraquecendo sua atuação, deixando-os mais vulneráveis às ações do Estado”, afirmou.

A Operação Fruto Oculto foi deflagrada nesta sexta-feira com o cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo prisões, buscas, bloqueio de contas e sequestro de bens. Os mandados foram cumpridos em oito cidades de três estados.

Vídeo:
Com informações da PJC-MT
Leiagora
Foto: PJC-MT

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