Polícia

Lideres de facção comandavam crimes de dentro da PCE e usavam terceiros para lavar dinheiro do tráfico

Os chefes que já estavam presos foram transferidos e isolados, interrompendo o comando direto sobre as ações externas.

Lideres de facção comandavam crimes de dentro da PCE e usavam terceiros para lavar dinheiro do tráfico
Lideranças de uma facção criminosa atuante em Tapurah e região comandavam crimes como tráfico de drogas, torturas e execuções de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Eles também lideravam um esquema de lavagem de dinheiro através de PIXs e contas de terceiros. As informações foram reveladas durante as investigações da operação Blood Money, deflagrada nesta quarta-feira (26), pela Polícia Civil de Mato Grosso.

As investigações identificaram uma estrutura hierárquica bem definida, com liderança centralizada e “soldados do crime” atuando dentro e fora das prisões. Os líderes mantinham comunicação constante com os executores dos crimes, organizando ações como o comércio de entorpecentes e execuções realizadas sob o chamado “tribunal do crime”.

Para enfraquecer o grupo, os chefes que já estavam presos foram transferidos e isolados, interrompendo o comando direto sobre as ações externas.

Além do envolvimento em crimes violentos, os membros do grupo também operavam um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações financeiras fracionadas e sem origem comprovada, feitas principalmente via PIX e utilizando contas bancárias de terceiros. O objetivo era ocultar os lucros obtidos por meio do tráfico e integrar os valores ao sistema financeiro legal.

De acordo com o delegado de Tapurah, Artur Almeida, o bloqueio dessas contas e o sequestro de veículos utilizados pela organização fazem parte da estratégia de descapitalizar a facção, atingindo diretamente sua capacidade de continuar operando.

“A desestruturação econômica da facção é um passo crucial para reduzir a violência e as atividades criminosas na região, tornando cada vez mais difícil para o grupo continuar agindo com a mesma intensidade”, destacou o delegado.

Resumo da operação

A operação Blood Money cumpriu 60 ordens judiciais, sendo 41 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão, nas cidades de Tapurah, Itanhangá e Cuiabá. Quatro dos mandados foram executados dentro da PCE.

Também foram cumpridas 11 ordens de bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos. A ação contou com mais de 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes, e teve apoio da Delegacia Regional de Nova Mutum, da Diretoria de Inteligência e de unidades especializadas da Polícia Civil.

A ofensiva faz parte da Operação Inter Partes, que integra o programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, voltado ao enfrentamento das facções criminosas no estado.

Leiagora
Foto: Reprodução

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